Daniel Alves diz que não foi “mentor” de contratação de Diniz e que não guarda mágoa de Vagner Mancini

Em áudio vazado, ex-coordenador colocou na conta do camisa 10 a chegada do novo treinador

Daniel Alves disse, em entrevista coletiva após o empate do São Paulo em 0 a 0 com o Flamengo no Maracanã, na noite deste sábado, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, que não foi “mentor” da contratação de Fernando Diniz, como sugeriu áudio vazado do ex-coordenador Vagner Mancini.

O ex-dirigente afirmou que a diretoria do São Paulo havia prometido para ele sua efetivação no cargo de treinador, mas mudou de ideia depois que Daniel Alves e outros jogadores pediram a contratação de Fernando Diniz. Vagner Mancini acabou pedindo demissão por conta disso, dizendo se sentir “desprestigiado”. O executivo de futebol Raí admitiu que a opinião dos jogadores pesou.

Por ter sido o único jogador citado nominalmente no áudio vazado, Daniel Alves foi o jogador mais procurado pelos jornalistas na saída do Maracanã. E deu sua versão sobre o caso.

– Aqui a gente preza sempre pelo bem do São Paulo. Se eu tiver que ficar com alguma coisa do Mancini, fico com o grande cara que conheci. Às vezes, quando você está em um momento de decepção, ‘caliente’, você tem que respirar antes de fazer declarações, que não vem ao caso. Penso que está fora de lugar tudo isso. Se eu tivesse esse poder, queria ter em casa, mas nem em casa tenho esse poder, imagina no São Paulo. A gente preza pelo bem do São Paulo, pelo crescimento do clube. Não pensamos nunca no individual, no bem para nós. É isso o que vamos prezar, independente do que estejam falando.

Questionado se foi o “mentor” da chegada de Fernando Diniz, Daniel Alves disse:

– Não mentor. Minhas mentorias são mais caras, não são tão baratas assim. Mas se está falando muito desinformado das coisas. Nós, como capitães e jogadores mais experientes, quando somos questionados pelo clube damos nossa opinião. Mas evidente que as decisões são tomadas pelo clube. Tentamos sempre pensar no São Paulo, em alguém que implemente algo diferente do que estamos acostumados.

Daniel Alves elogiou Fernando Diniz e disse que o grupo está “feliz” com a chegada do treinador:

– Estamos muitos felizes pela vinda dele para o comando. A equipe está assimilando bem a proposta dele, tenho certeza que vai se criar uma identidade, algo diferente do que o São Paulo está acostumado. Mas essa é a identidade que queremos, o espírito que queremos aqui dentro. Uma das grandes qualidades do Diniz é essa de implementar o espírito que ele quer dentro de um grupo. Por isso estamos aqui, sempre pensando no bem do São Paulo.

Questionado se ficou chateado com o vazamento do áudio, Daniel Alves respondeu:

– Não. É o que eu estou falando. É uma declaração de algum momento ‘calientão’, que possa vir a comentar com algum amigo, interno, mas sempre as coisas saem, não sei porque. Mas volto a insistir, vou ficar com o puta cara que conheci, uma relação respeitosa o tempo inteiro, não vou guardar nenhuma mágoa ou rancor. A impressão que me deu era um cara super do bem. Eu vou ficar com isso das pessoas, independente do que elas digam. Às vezes não pensaram bem no que dizer, mas eu não tenho esse poder. Se tivesse, ia prezar sempre pelo bem do São Paulo.

gabriel e daniel alves

Entrada dura de Gabigol

Daniel Alves minimizou a falta dura cometida nele por Gabigol. No lance, ocorrido no segundo tempo, o jogador do Flamengo recebeu cartão amarelo

– São coisas que acontecem no jogo, não acredito que tenha sido intencional, mas é evidente que pisou. São coisas que acontecem no jogo, ficam lá. O Gabriel é um grande cara, sempre tivemos resenhas boas. A única coisa que estava tentando explicar para ele era que, querendo ou não, ele tinha me pisado. Brigamos por espaço para tentar fazer o melhor para a nossa equipe. Acidentes de trabalho acontecem. Estamos defendendo nossa equipe. O Filipe é um cara bem bacana, não perde tempo não (risos). Ali não tinha nada de segredo não, era tudo bem exposto mesmo. São coisas que ficam no campo.

entrada para expulsao

Por Davi Barros — Rio de Janeiro

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