Análise: São Paulo ganha fôlego para final de Brasileiro digno, mas com mais erros do que acertos

Tricolor está perto de conquistar uma vaga na Libertadores mesmo em ano de frustrações.

O São Paulo, enfim, teve motivos para comemorar ao fim de uma rodada do Campeonato Brasileiro. A vitória sobre o Vasco, na última quinta-feira, não só deu tranquilidade para o clube como também o deixou mais perto de uma vaga para a próxima Libertadores.

Com o resultado, o São Paulo se manteve na sexta colocação, mas foi aos 57 pontos e abriu quatro de vantagem para o Corinthians, sétimo colocado. A vaga na Libertadores da América está bem próxima.

Se conseguir a vaga direta na fase de grupos da Libertadores, o São Paulo terá um final de ano digno, com uma conquista que não teve no ano passado, por exemplo. Mas isso não apagará uma temporada com mais erros do que acertos.

Com um elenco recheado de estrela, a meta do clube era terminar entre os três primeiros colocados do Brasileirão, mas os diversos tropeços, principalmente contra equipes da parte debaixo da tabela, deixaram esse objetivo distante.

Para se ter uma ideia, a distância do Tricolor para o terceiro colocado Palmeiras é de 11 pontos ao fim desta 35ª rodada. Para o líder e campeão Flamengo, essa diferença aumenta para 27 pontos.

E muito desse desempenho irregular passou pelos problemas no ataque, um dos pontos mais preocupantes da temporada. Com 35 gols marcados neste Brasileirão, o time tem o pior desempenho dentre os dez primeiros colocados. O clube pode terminar o ano com o pior ataque de sua história.

Contra o Vasco, a dificuldade apareceu mais uma vez. O São Paulo finalizou 16 vezes, mas nem mesmo a metade delas foi em direção ao gol. A falta de objetividade e o famoso “matar” o jogo custou o empate contra o Ceará, por exemplo.

Se tivesse vencido diante dos cearenses, já estava classificado para a Libertadores.

Os outros erros de rota aconteceram fora de campo. Durante a campanha, problemas financeiros causaram atrasos em pagamentos de salário e o clube deve fechar o ano em déficit.

Mudanças de treinadores ao longo da temporada e a compra de jogadores que não se encaixaram no elenco formaram o pacote de um ano turbulento e que pode acabar com um alento para a torcida, para dirigentes e comissão técnica.

Por Eduardo Rodrigues e Marcelo Hazan, globoesporte.com — São Paulo

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